Desenho de uma falha redonda no cabelo

Alopecia tem cura?

O que é a alopecia, os seus tipos e o que esperar do tratamento de cada um, da calvície às falhas redondas.

Dra. Stephanie Mansan

Por Dra. Stephanie Mansan

MÉDICA · CRM-SP 243253 · Publicado em 2 de outubro de 2026

Depende do tipo. Alopecia é o nome médico da perda de cabelo, e há vários tipos. A maior parte das quedas de cabelo tem cura e melhora por completo. A calvície, que os médicos chamam de alopecia androgenética, não tem cura, mas tem tratamento: dá para controlá-la a ponto de parecer que não há nada. E, na alopecia areata, a das falhas redondas, o cabelo volta a crescer por completo com o tratamento, em boa parte dos casos.

Quem ouve a palavra alopecia pela primeira vez costuma se assustar, e a internet não ajuda: há quem prometa a cura da calvície e há quem diga que, uma vez começada, a perda de cabelo não tem jeito. A resposta certa depende de qual alopecia você tem, e, por isso, o primeiro passo é o diagnóstico.

Notou o cabelo caindo, afinando ou com falhas? A consulta investiga qual é a sua alopecia.

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O que é alopecia

Alopecia é a perda de cabelo. A palavra vale para problemas bem diferentes, com causas e tratamentos diferentes: a queda que vem depois de um abalo do corpo, a calvície, as falhas redondas da alopecia areata e as doenças que deixam cicatriz no couro cabeludo. Muitas delas se parecem entre si, e a consulta, com a tricoscopia e, quando preciso, a biópsia, mostra qual é a sua.

Os tipos de alopecia e o que esperar de cada um

  • A queda depois de um abalo do corpo. Depois de um parto, uma cirurgia, uma doença, uma dieta muito restrita ou um período de estresse, muitos fios param de crescer ao mesmo tempo e começam a cair de um a três meses depois. Às vezes, a queda passa sozinha em cerca de seis meses; quando se arrasta, precisa de tratamento. Os médicos chamam essa queda de eflúvio telógeno.
  • A calvície. Os fios vão nascendo cada vez mais finos, até o couro cabeludo começar a aparecer. Nos homens, ela aparece nas entradas e no alto da cabeça, a coroa; nas mulheres, o cabelo vai ficando ralo, e o couro cabeludo aparece cada vez mais na risca. Os médicos chamam a calvície de alopecia androgenética e, nas mulheres, de alopecia de padrão feminino. Não tem cura, mas tem controle.
  • A alopecia areata. Aparece como falhas sem cabelo, em geral redondas, como buracos na cabeça. Às vezes, em vez de falhas, a perda de cabelo se espalha pela cabeça. O tratamento regula o sistema de defesa do corpo, e, em boa parte dos casos, o cabelo volta a crescer por completo.
  • As doenças que deixam cicatriz. Algumas doenças deixam cicatriz no couro cabeludo, e a tricoscopia mostra os sinais delas. Nelas, a evolução nem sempre é favorável, mas o tratamento consegue ao menos interromper a queda. O uso contínuo do megahair, sem pausas, também pode deixar cicatriz.
  • Outras doenças do couro cabeludo. Na foliculite decalvante, uma infecção, bactérias inflamam a raiz dos fios, que passam a nascer alterados e, com o tempo, podem parar de nascer em algumas áreas. O lúpus discoide é uma doença autoimune séria, com lesões que vão tomando o couro cabeludo; com o tratamento, na maior parte das vezes, elas regridem por completo.

A calvície tem cura?

Não tem cura, mas tem tratamento. Dá para conter a calvície a ponto de parecer que não há nada. Ela é como a pressão alta: continua ali, e o tratamento precisa continuar também.

Nos homens, dá para ir muito longe sem transplante. O tratamento pode ser feito em casa, só com remédios, sem aplicações no couro cabeludo, e a coroa costuma responder rápido. Muitos homens têm medo de que os remédios causem impotência. Na minha experiência, nenhum paciente se queixou de impotência causada por remédios como a finasterida e a dutasterida: quem se queixou já tinha o problema antes. Se aparecer algum efeito indesejado, reduzo a dose aos poucos, e, para quem prefere evitar esses remédios, há opções mais leves.

Nas mulheres, o cuidado começa pelo diagnóstico. Muitas recebem o diagnóstico de calvície sem ter calvície e, às vezes, passam a tomar remédios que não servem para a queda delas e que podem causar malformações no bebê, se elas engravidarem. Por isso, uma mulher que pode engravidar não recebe o mesmo tratamento que um homem.

Na calvície, com o tratamento, a melhora começa em cerca de quatro meses, com os fios finos sendo trocados por fios mais grossos, e a troca costuma estar praticamente completa aos doze meses. O quanto o cabelo melhora depende do grau da calvície. E quanto antes o tratamento começa, melhor: procure ajuda cedo, para evitar que a calvície chegue a graus que não têm volta. Nos homens, a calvície começa muito antes de o couro cabeludo aparecer, e a tricoscopia, o exame do couro cabeludo que faço na consulta, pode confirmar se é isso que está acontecendo.

Desconfia de que é calvície? A consulta, com a tricoscopia, pode mostrar se é calvície ou outro tipo de queda.

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Como descobrir qual é a sua alopecia

Na consulta, a investigação junta a sua história, o teste de tração, a tricoscopia e os exames de sangue. A tricoscopia é o exame do couro cabeludo com o dermatoscópio, uma espécie de microscópio de mão. Com ele, vejo sinais que não aparecem a olho nu: os fios mais finos da calvície, a descamação em volta da raiz dos fios, sinal de inflamação, e os sinais das doenças que deixam cicatriz.

Na calvície, quando mais de 30% dos fios estão afinados, o diagnóstico já sai ali mesmo. Boa parte dos outros diagnósticos também sai na consulta; alguns pedem uma biópsia ou algum tempo de acompanhamento.

Preciso de transplante?

Depende do grau da calvície e do resultado que você espera. Em geral, o transplante entra na conversa quando a perda de cabelo já é grande, quando as entradas são muito extensas ou quando o tratamento não trouxe a melhora esperada. Antes da cirurgia, qualquer doença ativa do couro cabeludo precisa estar controlada. Eu também faço transplante de cabelo, de sobrancelhas e de barba, e a cirurgia depende de uma consulta prévia, que verifica se ela é mesmo indicada para você, e da disponibilidade de agenda.

O que se diz por aí e o que eu respondo no consultório

“Toda queda de cabelo é calvície.”

Não. A maior parte das quedas não é calvície e não se trata como calvície.

“Calvície não tem jeito.”

Tem tratamento: dá para controlá-la a ponto de parecer que não há nada.

“Remédio para calvície causa impotência.”

Na minha experiência, nenhum paciente se queixou de impotência causada por esses remédios.

“Só o transplante resolve.”

Nos homens, na maior parte dos casos, dá para ir muito longe sem transplante.

“A alopecia areata não tem volta.”

Com o tratamento, em boa parte dos casos, o cabelo volta a crescer por completo.

Quando procurar ajuda médica

Ao primeiro sinal: cabelo caindo mais que o normal, afinando, com falhas ou com o couro cabeludo aparecendo. Quanto mais você adia o tratamento, mais fios perde e mais difícil fica recuperar o cabelo. Tempo é cabelo.

Na consulta, investigo qual é a sua alopecia e monto o tratamento para o seu caso. Veja também como trato a queda de cabelo e a calvície e o que o minoxidil faz pelo cabelo.

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Perguntas frequentes

Alopecia é a mesma coisa que calvície?

Não exatamente. Alopecia é qualquer perda de cabelo; a calvície é um tipo de alopecia, a androgenética.

O cabelo volta a crescer na alopecia areata?

Em boa parte dos casos, sim, e por completo. O tratamento regula o sistema de defesa do corpo.

Mulher também tem calvície?

Tem. Nas mulheres, o cabelo vai ficando ralo, e o couro cabeludo aparece cada vez mais na risca; os médicos chamam esse quadro de alopecia de padrão feminino.

Você atende homens, crianças e adolescentes?

Atendo mulheres, homens, crianças e adolescentes.

A consulta pode ser on-line?

Pode, principalmente o acompanhamento: se você preferir, o retorno e as consultas seguintes podem ser on-line. A consulta on-line é um pouco mais curta e não tem a tricoscopia, o exame do couro cabeludo, que só se faz no consultório. A consulta e o retorno on-line têm os mesmos valores dos presenciais.

Quanto custa a consulta?

A consulta custa R$ 780, com até uma hora e meia reservada para você. Para marcar, você paga uma taxa de agendamento de R$ 150, que é descontada do valor da consulta: no dia, faltam R$ 630. A taxa cobre a reserva da sala de atendimento, que eu faço quando você marca. Se eu cancelar a reserva com mais de 48 horas de antecedência, não pago nada pela sala. Se cancelar nas 48 horas anteriores ao horário, pago a sala. Por isso, se você cancelar a consulta com mais de 48 horas de antecedência, a taxa é devolvida. Se cancelar nas 48 horas anteriores ao horário marcado, a taxa não é devolvida, e para marcar uma nova consulta você paga de novo a taxa de agendamento de R$ 150. O retorno, que também é uma consulta longa, custa R$ 390, se for feito em até três meses depois da consulta. Depois desse prazo, a consulta é cobrada normalmente. O pagamento pode ser feito em até 12 vezes no cartão, e o parcelamento está sujeito à taxa de juros da máquina. Os valores se aplicam exclusivamente aos atendimentos no Tatuapé e on-line. Para atendimento em outro local, a política de preços muda, com valores mais altos, informados pelo WhatsApp.

Sobre a Dra. Stephanie Mansan

Toda beleza começa na sua saúde.

Dra. Stephanie Mansan, médica que trata a queda de cabelo no Tatuapé, em São Paulo

Dra. Stephanie Mansan

MÉDICACRM-SP 243253

A Dra. Stephanie é médica formada pela UFRJ, com o diploma reconhecido em Portugal. Tem pós-graduação em Dermatologia, curso de Tricologia e curso de transplante de cabelo, sobrancelhas e barba, e cursa a pós-graduação em Nutrologia. No Tatuapé, em São Paulo, cuida da queda de cabelo, da pele e do emagrecimento com acompanhamento médico e faz procedimentos como os fios de PDO. Em cada caso, investiga a causa da queixa olhando a pessoa inteira.

Conheça a Dra. Stephanie e as outras áreas em que ela atende

Atendimento no Tatuapé, em São Paulo

Rua Vilela, 665, 8º andar (Livance), Tatuapé, São Paulo/SP - próximo ao Metrô Carrão.

Como chegar

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