O melasma é uma mancha acastanhada que aparece principalmente no rosto: nas maçãs, na testa, acima do lábio e no queixo. É muito mais comum em mulheres e é uma das queixas que mais recebo no consultório, junto com a acne e a rosácea.
Antes de mais nada: nem toda mancha é igual. Melasma não é a mesma coisa que a hiperpigmentação pós-inflamatória, aquela mancha que fica depois de uma espinha, nem a mesma coisa que as melanoses solares, que têm muito mais a ver com a exposição ao sol ao longo dos anos. Cada uma tem um tratamento, e confundir uma com a outra é um dos motivos de tanta gente gastar dinheiro com produtos que não resolvem.
O que causa o melasma
O melasma é hormônio-dependente. Ele tem essa característica de vir e ir de acordo com estímulos ambientais e com alterações hormonais. Por isso é comum ele aparecer ou piorar na gestação, com o uso de anticoncepcional ou com a reposição hormonal. Também existe um componente genético: quem tem casos na família tem mais chance de ter.
O sol é um grande gatilho, mas não é o único. O calor também irrita a pele a ponto de piorar o melasma, e a luz visível, inclusive a das telas, pode contribuir para escurecer as manchas. Às vezes as manchas surgem espontaneamente, apenas pelas variações hormonais. Ou seja: muitas vezes a pessoa não tem culpa nenhuma de terem surgido aquelas manchas.
O que piora bastante é o hábito de cutucar, mexer e escoriar a pele. Quem faz isso tende a manchar muito mais, e as manchas ficam mais profundas e duram mais tempo.
Melasma tem cura?
Preciso ser honesta: o melasma volta sempre, porque ele é hormonal. Clarear o melasma é um verdadeiro desafio, e eu digo que ele é um dos tratamentos mais desafiadores que existem, porque depende de muitos fatores para clarear e, mesmo assim, pode voltar a escurecer depois. Depois da menopausa, quando os hormônios caem, o melasma costuma melhorar.
Isso não quer dizer que não vale a pena tratar. Dá para melhorar muito o aspecto do melasma e controlar bastante. Mas é preciso estar com os pés no chão: não existe solução mágica, e se a mancha voltar a escurecer, não é culpa de quem fez ou não fez o procedimento. É uma batalha que a gente continua travando, e que pode ser vencida em vários momentos.
Manchas no rosto que não clareiam?
Na consulta, a Dra. Stephanie examina a pele com o dermatoscópio, diferencia o melasma das outras manchas e monta o tratamento para o seu caso.
Quero avaliar as minhas manchasProtetor solar: o pilar do tratamento
O protetor solar tem papel fundamental no controle de todas as doenças relacionadas às manchas, porque é ele que acalma o melanócito, a célula que produz o pigmento, e controla a resposta dele para não ser tão agressivo. Sem proteção, nenhum clareador se sustenta.
- Use protetor todos os dias, inclusive em dias nublados: se tiver calor, o sol pode ativar o melasma do mesmo jeito.
- Protetores com cor ajudam a proteger também da luz visível, que pode piorar as manchas.
- Reaplique ao longo do dia quando estiver ao ar livre, e use chapéu e sombra sempre que possível.
- Escolha um protetor adequado ao seu tipo de pele. Se ele irrita ou dá espinhas, você vai acabar deixando de usar.
- Dentro de casa, o uso é controverso. Se você gosta de usar, ótimo; se não, use rigorosamente sempre que sair.
Como eu trato o melasma
A gente não pode só chegar e fazer um procedimento. O tratamento acontece em etapas. Primeiro é preciso acalmar a pele e reparar a barreira cutânea, porque uma pele irritada mancha mais. Só depois começa a fase de clarear. Em seguida vem a manutenção, que é o que segura o resultado.
- Skincare prescrito: limpeza, hidratação e proteção solar adequados ao seu tipo de pele, com ativos de tratamento.
- Clareadores de uso em casa: conforme o caso, ativos como ácido azelaico, ácido kójico, ácido retinoico (tretinoína), hidroquinona e outros, sempre com orientação, porque vários deles irritam e mal usados podem manchar mais.
- Medicação oral: em casos selecionados, o ácido tranexâmico pode ser indicado, depois de avaliar se a pessoa pode usar.
- Peelings químicos: como os de ácido retinoico e de ácido kójico, feitos em sessões, depois que a pele está preparada. Veja como funcionam na página de peeling químico.
- Fatores hormonais: quando necessário, a gente conversa sobre o anticoncepcional ou outros fatores que podem estar alimentando as manchas.
Em pouco tempo, no fim do primeiro mês, a pessoa costuma começar a perceber alguma melhora, e por volta do terceiro mês a melhora costuma ser mais significativa. Isso varia de pessoa para pessoa e não é uma promessa: estou falando de melhora em relação ao começo do tratamento, não de a mancha sumir cem por cento.
O que evitar
- Usar clareadores fortes por conta própria, principalmente receitas que circulam na internet.
- Fazer procedimentos agressivos sem preparar a pele antes.
- Cutucar, esfregar ou esfoliar a pele com força.
- Interromper o protetor solar quando a mancha clareia: é justamente na manutenção que ele mais importa.
Se a sua pele também tem acne ou manchas de espinha, leia Espremer espinha faz mal? e conheça a página de acne, melasma e manchas.
Vamos cuidar das suas manchas?
A consulta tem até uma hora e meia com a própria Dra. Stephanie, no Tatuapé.
Agendar consulta pelo WhatsAppPerguntas frequentes
Melasma tem cura?
O melasma é hormônio-dependente e tende a voltar. Dá para melhorar muito o aspecto e controlar as manchas, mas não existe solução mágica, e ele pode voltar a escurecer. Depois da menopausa, costuma melhorar.
O que causa o melasma?
Alterações hormonais, como gestação e anticoncepcional, predisposição genética, sol, calor e luz visível. Às vezes ele surge espontaneamente, apenas pelas variações hormonais.
Preciso usar protetor solar em dia nublado?
Sim. Mesmo em dias nublados, se tiver calor, o sol pode ativar o melasma. Protetores com cor ajudam a proteger também da luz visível.
Peeling resolve o melasma?
O peeling pode ajudar a clarear, mas faz parte de um tratamento em etapas: primeiro acalmar a pele, depois clarear e então manter. Sozinho e sem preparo, pode irritar e piorar as manchas.
Melasma é a mesma coisa que mancha de espinha?
Não. A mancha de espinha é uma hiperpigmentação pós-inflamatória, que vem depois da acne. O melasma é hormonal. Os tratamentos são diferentes.

