Desenho de entradas e coroa com calvície

Finasterida e dutasterida para queda de cabelo: como agem e quando usar

O que esses remédios fazem na calvície, qual a diferença entre eles e por que não servem para toda queda.

Dra. Stephanie Mansan

Por Dra. Stephanie Mansan

MÉDICA · CRM-SP 243253 · Publicado em 20 de outubro de 2026

A finasterida e a dutasterida são dois dos remédios mais usados no tratamento da calvície, a alopecia androgenética. Eles funcionam, mas não são remédios para qualquer queda de cabelo. Uma observação que faço com frequência no consultório: muita gente chega já usando finasterida ou dutasterida sem que a causa da sua queda corresponda à indicação desses medicamentos.

Neste artigo, explico como eles agem, qual a diferença entre os dois, os efeitos colaterais mais conhecidos e por que a decisão de usar um deles precisa passar por uma avaliação médica.

Avaliação médica necessária. Este texto é informativo e não substitui a consulta. O diagnóstico e o tratamento são definidos no exame, para o seu caso, e os resultados variam de pessoa para pessoa.

Como a finasterida e a dutasterida agem

Na alopecia androgenética, os folículos de quem tem predisposição genética são sensíveis à di-hidrotestosterona, a DHT, um hormônio derivado da testosterona. Com o tempo, a DHT faz os fios afinarem a cada ciclo, um processo chamado miniaturização, até que alguns folículos param de produzir fios visíveis. É isso que forma as entradas, a coroa rala e, nas mulheres, o afinamento no topo da cabeça.

A testosterona vira DHT pela ação de uma enzima chamada 5-alfa-redutase. A finasterida e a dutasterida bloqueiam essa enzima e, com isso, reduzem a DHT. O resultado esperado é frear a miniaturização e, em parte dos casos, recuperar fios que estavam afinando.

Qual a diferença entre finasterida e dutasterida

  • Finasterida: bloqueia principalmente um dos tipos da enzima (o tipo 2). É o medicamento mais estudado para a calvície masculina.
  • Dutasterida: bloqueia os dois tipos da enzima (1 e 2) e reduz a DHT de forma mais intensa. Também fica muito mais tempo no organismo depois que é suspensa.
  • Na prática: mais potente não quer dizer melhor para todo mundo. A escolha depende do diagnóstico, do grau da calvície, da resposta a tratamentos anteriores, do sexo, da idade, dos planos de ter filhos e da tolerância a efeitos colaterais.

Os dois existem em comprimido. Também podem ser usados em loção, manipulados para o couro cabeludo, e aplicados diretamente no couro cabeludo pela mesoterapia capilar, que é um dos tratamentos que eu faço no consultório. Na mesoterapia, conforme o diagnóstico, eu posso aplicar desde finasterida até dutasterida, além de minoxidil, fatores de crescimento, vitaminas e minerais.

Está usando finasterida ou dutasterida e não sabe se precisa?

Na consulta, a Dra. Stephanie faz a tricoscopia, investiga a causa da queda e revisa o que você já usa.

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Em quanto tempo faz efeito

O cabelo tem um ciclo lento, e o tratamento da alopecia androgenética também. Em geral, por volta de quatro meses a pessoa começa a ver uma melhora, com a troca dos fios por fios menos miniaturizados. Por volta dos seis meses a melhora fica mais visível, e em torno de doze meses a gente consegue avaliar a resposta de forma mais completa. Esses prazos variam de pessoa para pessoa e não são garantia de resultado.

A calvície é uma condição crônica. Esses medicamentos controlam o processo enquanto são usados; quando o tratamento é interrompido, a tendência é a miniaturização voltar com o tempo. Por isso, qualquer mudança ou suspensão deve ser feita com orientação médica.

Efeitos colaterais

A maior parte das pessoas usa esses remédios sem problemas, mas eles têm efeitos colaterais conhecidos, que precisam ser conversados antes de começar:

  • Efeitos sexuais: diminuição da libido, dificuldade de ereção e alteração da ejaculação, em uma minoria dos homens.
  • Mamas: aumento ou sensibilidade das mamas, raramente.
  • Exame de PSA: esses remédios reduzem o valor do PSA, exame usado para avaliar a próstata. Quem faz esse exame deve avisar o urologista que usa a medicação.
  • Humor: há relatos de alterações de humor; qualquer mudança deve ser comunicada ao médico.
  • Doação de sangue: quem usa esses remédios precisa respeitar um período sem doar sangue, que é bem mais longo no caso da dutasterida.

Mulheres podem usar finasterida ou dutasterida?

Em mulheres, o uso é mais restrito e exige muito cuidado. Esses medicamentos podem causar malformação dos órgãos genitais de um feto do sexo masculino, por isso são contraindicados na gravidez e em mulheres que podem engravidar e não usam um método contraceptivo seguro. Gestantes também não devem manusear comprimidos partidos ou esmagados.

Em algumas situações, como a calvície feminina depois da menopausa, o médico pode considerar o uso, sempre avaliando o caso. Na mulher, a queda também tem muitas outras causas, como deficiências nutricionais, alterações hormonais, tireoide e eflúvio, que precisam ser investigadas antes. Saiba mais em O que é eflúvio telógeno.

Por que não tomar por conta própria

Finasterida e dutasterida não tratam o eflúvio telógeno, a alopecia areata, a dermatite seborreica nem as deficiências de vitaminas e minerais. Se a causa da sua queda for outra, você corre os riscos dos efeitos colaterais sem o benefício. Além disso, a dutasterida, no Brasil, tem na bula a indicação para a próstata; para a calvície, o uso é feito por indicação médica, avaliando o caso.

Na minha consulta, eu escuto a história, examino o couro cabeludo com a tricoscopia, peço os exames de sangue necessários e, só então, defino o tratamento. Muitas vezes ele combina mais de uma frente: medicação de tomar ou de passar, como o minoxidil, suplementação direcionada e procedimentos no couro cabeludo. Para entender o quadro completo, veja a página de queda de cabelo e calvície.

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Perguntas frequentes

Qual é melhor, finasterida ou dutasterida?

Não existe um melhor para todo mundo. A dutasterida reduz a DHT de forma mais intensa, mas a escolha depende do diagnóstico, do grau da calvície, da resposta a tratamentos anteriores e da tolerância a efeitos colaterais. A indicação é feita na consulta.

Finasterida faz o cabelo crescer de volta?

Ela freia a miniaturização dos fios na alopecia androgenética e, em parte dos casos, recupera fios que estavam afinando. A resposta varia de pessoa para pessoa, e não há garantia de resultado.

Se eu parar a finasterida, o cabelo cai?

A calvície é crônica. Quando o tratamento é interrompido, a tendência é a miniaturização voltar com o tempo. A suspensão deve ser feita com orientação médica.

Mulher pode tomar finasterida?

O uso em mulheres é restrito. Esses remédios são contraindicados na gravidez e em mulheres que podem engravidar sem contracepção segura. Em situações específicas, como depois da menopausa, o médico pode considerar o uso.

Finasterida serve para qualquer queda de cabelo?

Não. Ela é indicada para a alopecia androgenética. Não trata eflúvio telógeno, alopecia areata nem deficiências nutricionais. Por isso, o diagnóstico vem antes do remédio.

Sobre a Dra. Stephanie Mansan

Toda beleza começa na sua saúde.

Dra. Stephanie Mansan, médica que trata a queda de cabelo no Tatuapé, em São Paulo

Dra. Stephanie Mansan

MÉDICACRM-SP 243253

A Dra. Stephanie é médica formada pela UFRJ, com o diploma reconhecido em Portugal. Tem pós-graduação em Dermatologia, curso de Tricologia e curso de transplante de cabelo, sobrancelhas e barba, e cursa a pós-graduação em Nutrologia (Afya). No Tatuapé, em São Paulo, cuida da queda de cabelo, da pele e do emagrecimento com acompanhamento médico e faz procedimentos como os fios de PDO. Em cada caso, investiga a causa da queixa olhando a pessoa inteira.

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